quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O Olhar Eterno - Início










Primeiro dia do Blog, que fique nas páginas da história para as próximas gerações!




Gerações daqueles que prestigiaram com toda a certeza os fatos aqui futuramente descritos.




Os objectivos são claros, divulgação. Claro, em um âmbito um pouco maior. Em combate moral ao privilégio dos poucos que desfrutaram do que será apresentado ao público a seguir.






Este blog tem o principal intuito de apresentar um novo universo conhecido somente por poucas pessoas. Por volta de 20 pessoas mais ou menos. Potencial existe e precisa ser explorado. Eis em suma, do que se trata o blog.

Anos atrás surgem ideias emergentes de um mundo já bastante conhecido (mal interpretado) entre as pessoas, o rpg (Roling Playng Game), porém antes mesmo de eu conhecer a respeito, ainda na infância criei um sistema simples baseado no jogo Pokemon Yellow de GBA de combate de bonecos.

Isso mesmo bonecos. Na minha e na de vários outros "amiguinhos" brincávamos de bonecos uns nas casas dos outros. Fato. 



Crianças são fascinadas por batalhas (Ishidoro do mangá Berserk) 






Éramos felizes até o momento em que tudo ficava um tanto quanto feroz e violento entre ás pessoas plastificadas. Os combates cada vez mais sangrentos. A adrenalina a cada dia mais alterada, até as discordâncias nos levar ás brigas. Justo. Alias, muito injusto, não havia uma forma mais eficaz do que a argumentativa para demonstrar que um ou outro boneco havia ganhado a batalha.











Surgiu o primeiro esboço do que mais tarde seria um jogo. Usei um sistema de níveis, entre os bonecos, poderes, e habilidades, e tudo isso era anotado em folhas controladas por mim. Instalou-se a paz entre as aventuras, e a cada dia mais animo para brincar. Acordávamos cedo para irmos às casas dos outros para aumentar nossos níveis e ficarmos mais fortes. 






O tempo passou, os bonecos perderam a graça, pelo menos a brincadeira de bonecos, não os bonecos em si. Mais tempo se passou.

















Mais tarde toda aquela criatividade acumulada na infância gerou certo impulso por assim dizer. E já na escola as histórias começaram a chamar atenção dos professores de literatura (não os de gramática). Então eu descobri um outro lado da criatividade, contemporâneo a isso, havia feito outra descoberta ainda mais impressionante.











Eu havia sido um mestre na infância. Um mestre de rpg. Isso mesmo! Nas nossas brincadeiras de bonecos eu era o responsável em anotar os níveis, mover as experiências e controlar a maioria dos personagens da história, logo era somente eu que os controlava os outros personagens que não possuíam ninguém para controla-los.







Sempre fui péssimo em gramática e analise sintática, mas literatura começou a fazer parte de mim. O que me fez melhorar bastante (mas ainda sou ruim em gramática). Quanto mais escrevia, mais dava vontade de escrever. Então comecei a ler mais sobre o rpg. Me surpreendi com as ideias de todos eles, e baseado nisso, tive uma ideia. Chamei meus amigos, agora um pouco maiores para jogar.

Criei um sistema novo, sem ler nenhum livro de rpg já criado (no começo sim), baseado no meu sistema antigo e mestrei.
Em pouco tempo eram mais de 10 pessoas jogando onde eu morava. Havia feito dois grupos, porém logo anexei mais um grupo de 5 pessoas, com amigos de uma faixa etária mais equilibrada.



Nunca se sabe até onde a imaginação pode te levar. (Imagem extraída da internet)

Eram 15 pessoas jogando nos nossos tempos vagos. Foi ficando difícil de organizar tempo livre. E o tempo que eu jogava, os grupos brigavam entre si para jogar. Eram bons tempos, mas todos crescem uma hora.




Minhas obrigações começaram a tomar todo o meu tempo, mal podia jogar nos finais de semana, dissipei dois grupos e agreguei alguns em um grupo só com o tempo que me sobrava. E depois fiquei sem tempo para mestrar.



Nesse meio tempo surgiu minha primeira literatura manuscrita redigida a mando de um professor de português (não sei se posso cita-lo), o nome era "Algozes Interiores".
Minha criatividade estava começando a tomar forma em outro cunho. Não só no rpg como nas histórias um hobby me ajudou bastante. O desenho.

A primeira história agente nunca esquece, imprimi algumas cópias e distribui a meus amigos e familiares (Um deles com desenhos bem trabalhados, que acabou desaparecendo). Ela havia sido postada num blog de um amigo meu junto com as histórias dele e de outros amigos. Mas saiu do ar, era chamado de a Cúpula Ancestral.

Logo tive de me mudar para uma cidade onde eu cursaria faculdade, nesse meio tempo iniciei outros projetos (que ainda não terminei) literários. Algozes Interiores- Os Ventos do Destino, AKY- a gota da vida, O Olho dos Mortos e logo em seguida A cronica de Átala.

Este último projecto que estou recomeçando a escrever foi baseado no meu último grupo de rpg que eu tive. No meio tempo do curso pré vestibular em outra cidade conheci outras pessoas diferentes e com o tempo (não demorou muito), descobrimos esse assunto em comum. E eu voltei a mestrar pela última vez.



Não, não é uma imagem da Crônica, mas ambas se passam na era medieval.(fonte: Superdownloads.com)






A maturidade dos participantes deixou a história simplesmente unica. Com o tempo alguns deles foram se distanciando devida às circunstâncias porém, um deles ficou até o final da vida do seu personagem, e acabou se tornando o personagem principal da minha narrativa. O universo de rpg que eu arquitectei tomou uma forma quase (por assim dizer) real. Ela tomou vida, e caminhou sozinha. Literalmente.













Não havia mais nada que eu pudesse fazer para controla-la naquele momento. Todos os detalhes da história e do universo criado ficou tão detalhado, tão particular, que era como se o factor mestre já não mais existisse.












Irígnia existe (nome do mundo vasto e imaginário dos olhos eternos rpg). Isso já é fato. Quando eu mestrava eu percebia que alguns fatos, eventos e atitudes já não eram mais controlado por minha pessoa, eu simplesmente narrava o que a parte psicológica das pessoas e do mundo interagiria. E eram muitas pessoas.


Reinos, raças, cidades. Passado, presente e possível futuro. Histórias de vida, sofrimentos, amores, aventuras, filhos, heróis, grandes mentalidades, rainhas e princesas. Tudo aquilo acendeu dentro de nós um novo sentimento. Ninguém gostaria que aquilo acabasse. Mas um dia a história de seus personagens se encerrou. Este blog é basicamente a conexão viva com este mundo criado a tanto tempo e com tanto custo. Assim como o nosso mundo, Irígnia como é chamado pelos humanos, passou milhões de anos em formação e no último grupo de jogadores mais velhos, ele se mostrou independênte. E eu como pai dessa história estou disposto a deixa-la partir. Afinal o mundo real está aqui. E o lado positivo de estarmos do lado de fora da tela, é que podemos trocar o DVD e simplesmente "viver" outro capítulo.





















Eu lhes apresento :





A Cronica de Átala. (Livro 1)













(Desculpem os erros de gramática)

2 comentários:

  1. Cara posta o algoz primeiro. Ele não tá completo já?

    Guilherme

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  2. Ei Guilherme, sim está sim,
    pelo menos o primeiro livro está, o segundo esta na metade, tem o triplo de tamanho e conteúdo.
    Mas irei postar "Algozes Interiores - A lenda de Seiphir Lodossy"

    at+

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