sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Grieffstrike.


 Epílogo: Uma gota meio a escuridão, cai sobre uma poça d'água. O som ecoa longe. A gota reverbera na superfície da água. Seguida por um tempo determinado de segundos, por outra gota. Acesa na escuridão os olhos brilhantes da "ferramenta", se abrem e fecham constantemente. Tinha certeza de quem logo abriram a porta sobre a escada. Escada a qual nem conseguia enxergar mais no breu. Treinado para esperar,ele aguardou. Tinha um sexto sentido para isso. Treinado para sentir quando seria sua vez ele aguardou. E não se espantou quando a porta se abriu.
*-Chegou a hora _OScurus_*
As correntes se romperam. Como que por um encanto. E pegando no ar arremessada pelo algoz que abriu a porta, um manto negro. Chegou a hora de mostrar o que ansiosamente havia esperado todo esse tempo para mostrar. Estava pronto, pensava enquanto vestia os trajes, finalmente ele seria parte de algo maior e sua monstruosidade seria chamada de "raridade". Subiu as escadas como um bebê que do parto esperava para nascer... se dirigiu à luz, se lançou no mundo o que não deveria ter saído. Para o desespero de muitos.


Parte 01 - Cauda de Baleia


Kai havia acabado de completar 18 anos de idade. Era um jovem rapaz esguio, de cabelos curtos pretos, rebeldes pelo vento. Alegrava o lugar por onde passava. Não se continha num pote. Espaçoso, extrovertido. Conhecido por todos onde morava. Morava numa cidade além das dunas de areia. Era pequena, sua cidade e sua população vivia basicamente da pesca. Sua cidade era transitória, de muitos viajantes, e Kai trabalhava  com sua mãe, vendendo o que seu tio coletava no mar. Andara pouco ao mar. Era bom mesmo em vender seu peixe. Os moradores daquele lugar viviam pacificamente... mas nem sempre fora assim. 19 anos antes houve uma grande guerra. E soldados aliados foram parar naquela cidade. Cauda de Baleia era um ponto militar estratégico naquele tempo, e foi defendido ferozmente por um grupamento de soldados que ficou 5 anos no lugar. Entretanto antes da guerra acabar muitos de seus soldados morreram. Um deles era o pai de Kai. Apaixonou-se por uma das moradoras da cidade e casou-se com ela. Heróis do pequeno vilarejo. Mas não resistiu ao último ataque e morreu nos braços de sua amada mulher grávida. 
Passados 18 anos Kai vive um dilema. Passou uma vida sonhando com as histórias que haviam contado sobre seu pai, e carregava no peito um pequeno fragmento de metal de sua espada presa a um cordão em seu peito. Era seu tesouro. Era o mais próximo que já esteve de estar próximo dele. Passava seus dias e tempo livre sonhando com batalhas de espada, a ponto de treinar com varas de pau todos os dias. Grieffstrike era o sobrenome do soldado herói. Kai não via a hora de seus sonhos passarem a ser realidade, e serem reais. E finalmente um dia manejar uma espada de verdade....

*Parte 01*
Como todos os dias "lobo" colocava suas patas sobre a cama e lambia Kai no mesmo lugar. Kai despertava enquanto o Cãozinho balançava seu rabo até se levantar. Lobo parecia um lobo mesmo, foi trazido por um viajante que o usou como forma de pagamento. Foi paixão a primeira vista. Desde então Lobo quando não estava com Kai, acompanhava sua mãe por todo lugar. Principalmente quem ia sempre mais longe da cidade.
Lobo o acordava sempre no mesmo horário do dia em que seu tio chegaria de barco para desembarcar os peixes e frutos do mar, após uma longa noite e dias em oceano aberto. Tinha uma face afável, barba e cabelos grisalhos. Carjo era um pouco barrigudo como os velhos pescadores da região de cauda de baleia. Que era uma cidade dentro de gigantes dunas de areia, ligada ao mar num solo rochoso. Quando se chegava na cidade pelas dunas, ao se olhar para baixo o formato da cidade se assemelhava com uma cauda de baleia. Mas seus grupos migratórios eram vistos somente algumas vezes ao ano. 
Nos dias que Carjo não estava no mar, Kai acordava cedo e ia pela beirada da praia até um pequeno farol conversar com um velho amigo de guerra que tinha conhecido seu pai, Ethel. Mas hoje não era esse dia. 
Foi recepcionar seu tio.
Kai hoje queria muito ir falar com Ethel. Havia acordado inspirado, estava determinado a viajar e conhecer outras cidades. Mas não tinha coragem ainda de contar para sua mãe. A vida era dura naquele pequeno estilhaço de terra, mas muito se conseguia trabalhando. Sua mãe tinha sonhos assim como os dele e logo conseguiriam montar uma hospedaria naquele lugarejo. Mas para Kai Grieffstrike , não era o bastante.
Chegando ao leito do mar, seu tio já estava à vista. A leve névoa se dissipava. Parou no porto amadeirado antigo e viu seu sobrinho. Mas logo percebeu Kai, que sua feição não era a mesma de sempre. Assim que aportou, gritou - Me ajuda aqui Kai!- que correu em sua direção. Ao se aproximar do barco ficou sem entender enquanto Carjo tirava com dificuldade e desembolava a rede. Até que o motivo de sua surpresa ficou a mostra. Era o corpo morto de um soldado juntamente com suas armaduras.
Kai ficou surpreso, terminou de retirar o emaranhado de rede e peixes, mas sua pele estava fria e azulada. Tinha armaduras de peitoral e braceletes de cor negra em seu corpo.
Arrastaram o corpo e a rede para fora do barco e lá imerso em dúvidas, Carjo explicou a Kai que havia pego peso na sua rede e ao puxar observou ser um homem, e diversos destroços ao redor da água. Era um Naufrágio. O homem parecia ter estado muito tempo submerso, estava inchado e azulado. Seus cabelos eram negros e curtos. Mas não tinha sinal de vida. Carjo então revela a Kai : -Essas armaduras são muito semelhantes às armaduras ... que o exército do seu pai usava quando vieram para Cauda de Baleia, vá chamar rápido Ethel!!

Kai correu em direção ao farol prontamente, Lobo passava por ali e correu a seu lado. Chegou aos gritos no farol, Ethel desceu as escadas com seu cachimbo fumegante e ouviu o jovem. Sem perguntar nada, correram pelo caminho de volta até o barco bem cedo pela manhã. Ao chegar lá Carjo já havia separado seus peixes e restava sobre a o chão de madeira o corpo inerte de um cadáver.
Não restava dúvidas. Era um soldado de Vorticella. Haviam traços em sua armadura que mostrava seu regimento e organização. Sua cor escura era a coloração das montanhas, dada aos cavaleiros especializados em incursões e desbravamentos. Folhas cravadas em sua armadura peitoral demonstravam que ele possui a certo título de infantaria. Ethel com semblante triste , disse algumas palavras que eram palavras típicas entre soldados de Vorticella. Toca seu rosto e dá as costas.


E andando diz:- Não alertem ninguém. Eu honrarei meu compatriota com seu enterro sem que ninguém entre em pânico.
Carjo e Kai terminaram de retirar os peixes e frutos do mar naquela manhã. Quando deu por si já estava na venda da cidade trabalhando com sua mãe ... mas aquilo não saia de sua mente. Nada de tão incomum havia acontecido nesses tempos . Pensativo ficou ao longo do dia, de onde teria vindo o que aconteceu, haveriam outros, como saberia de onde veio?
Assim que terminou o seu trabalho no final da tarde correu na compania de Lobo até o farol. Chegando lá, ao por do sol estava uma fogueira organizada por Ethel, e com o corpo do soldado sobre o monte pronto para cremá-lo.
Observou o horizonte avermelhado, enquanto o sol ia lentamente se pondo. Disse :- Existe muitos destinos às tropas de Vorticella... as tropas talhadas em negro brasa o destino é o fogo. Para que jamais deixemos de queimar naqueles que ficam para trás sua coragem e intrepidez. Imaginei que fosse vir Kai... Kai Grieffstrike. Filho de  Shan-nor Grieffstrike.-_
Kai observou Carjo e o viu trajando uma antiga armadura de cor prata com uma capa azul que dançava ao vento enquanto sentem a brisa sobre seus rostos. - Seu pai era do regimento de elite Speariron assim como aquele que está para partir ali. Então separei as velhas armaduras de seu pai para apresentá-los e prestar honras à partida de um compatriota.
Kai olhou para trás e viu um peitoral de armadura, com ombreiras, braceletes e perneleiras negras. Junto a uma bainha velha e estilhaçada com uma capa velha negra balançando sobre o vento. Ao chão na areia da praia.
Kai vestiu-se com aquelas armaduras que mal lhe cabiam, pois eram de seu enorme pai Shan-nor. Aproximou-se de Ethel e juntos foram até o corpo com uma tocha acesa para iniciar o sepultamento. Ethel tocou o corpo inerte e disse:- Não há Bainha em sua cintura como devamos preparar vossa honra para a partida final?... -Neste momento as ondas que quebravam perto dali pareceram mais raivosas, e sobre os dois homens surgiu como que do próprio ar , numa luz azul uma espada. Era azulada e descia flutuando de forma paralela até o corpo. Brilhava como o diamante azulado, parecia extremamente afiada e fria. Seu cabo era como cristais afiadíssimos que desciam ao redor da empunhadura. Repousou sobre seu mestre.
Kai e Carjo estupefatos ficaram. Arregalaram seus olhos enquanto Kai perguntava - O que é isso??- , respondeu Carjo... -Acho que... esse homem não deveria ter morrido Kai... essa espada... É uma espada elemental ao que parece-. 
-E o que tem isso?
-Significa que o que  teve poder suficiente para matar um Guerreiro Elemental... tem poder suficiente para destruir Cauda de Baleia por inteira! Vamos! - Lançou Carjo a tocha sobre o corpo. E correu até o farol, Kai surpreso pelo medo jogou fora o peitoral e as partes que não lhe cabiam da arnadura, e correu subindo as escadas do farol até Carjo. Ajustou os braceletes em seus punhos e os lacres das ombreiras sobre a capa negra. Nada mais lhe coube sem ajuste. Na penumbra da noite Carjo jogava para todos os lados seus pertences de seu baú ate que achou uma pedra ... cintilante ela brilhava em violeta e iluminava todo o cômodo. Kai corria mas era ignorado por Carjo que correu ofegante pelas escadas até o topo do farol. Observava por todos os lados enquanto os velhos vidros de lá dificultavam a observação a distância. Lá estava Cauda de Baleia e nada estava acontecendo de diferente lá.
Kai e Carjo ficaram por alguns minutos observando atentamente Cauda de Baleia. Até o momento em que tiveram que acender o óleo da lâmpada do farol. Carjo então mais calmo... pensou e disse:- Garoto, não devemos correr risco, pode ter acontecido de tudo. Se Cauda de Baleia fosse para ser atacada, já teria sido. Não precisamos ter medo... acho que os anos enclausurado aqui me deixaram paranoico. Venha. Vamos descer e você irá para a casa.

Ambos desceram pela escada circular do farol. Mais tranquilos. E foram terminar de ver a fogueira se apagar. Aproximaram-se das chamas. E ficaram alguns minutos a observar. Até que Kai... -Não vejo a espada...- Repentinamente ambos se aproximaram mais e nada viam sobre o corpo em chamas. Em desespero ficaram, até que Kai viu um leve brilho esverdeado sobre o colo do cadáver. Quando foi comentar com Carjo notou que o mesmo estava de costas e em silêncio observando alguém.-Quem está aí?! -Gritou Carjo.
-É mesmo muita prepotência de vocês terem se dado ao luxo de sepultar seu amigo conforme os costumes.- disse um homem de capa negra e cobrindo o rosto com ela continuou: - Com essa fogueira enorme foi fácil farejar vocês. Deviam ter ficado no mar e afundado enquanto tinham chance.
Estendeu seu punho esquerdo ao ar e ele foi mudando de forma, Crescendo em tamanho, criando pelos e crescendo garras. Carjo puxou sua espada enquanto Kai ofegante paralisado tentava entender o que estava acontecendo. Lobo rosnava forte ao lado dos dois .

O homem lançou-se em direção a Carjo mandando longe sua espada com sua garras. Num segundo movimento empurra contra seu pé o peitoral armado de Carjo, no mesmo instante que soca Kai, que voa sobre a areia. Lobo pula com suas presas no braço transmorfo do inimigo que ao perceber o arremeça longe.
Carjo cai de costas sobre as brasas que estavam diminuindo sua intensidade o queimando.
O homem pega pela lateral da armadura e o levanta com o punho direito e com o esquerdo arranha seu rosto lentamente com as garras.
-Onde está Yilniir??!!
-Não sei de quem está falando!- Respondeu Carjo. O homem pareceu ficar furioso. Seus olhos eram como o de  animal raivoso. *-Não se faça de imbecil!!-*_
Lançou então para o lado Carjo que caiu de face contra a areia, Kai ainda no chão é então levantado pelo pescoço.
-Onde esta Yilniir??- Kai com muita dificuldade diz,- Não sei de quem estão falando... gasp_
O homem arranha o rosto de Kai e diz - *A espada Imbecil! Yilniir é a espada!!*
Kai aponta para a fogueira e ambos caminham em direção a ela... atentamente o homem olha para as chamas mas nada vê... Furioso ele levanta Kai o máximo que pode com seu punho e preparando suas enormes garras diz *- Morra!!*
Neste momento Carjo o acerta com sua velha espada cortando as costas do inimigo , ensanguentado Carjo se afasta e o observa soltar Kai ao chão... :-Fuja Kai! Deixe ele comigo!
Kai sem fôlego olha o inimigo virar-se para Carjo enquanto seu corpo mudava  de forma por baixo das roupas. A postura mudou rapidamente, por toda sua pele surgiam pelos azulados escuro ,enquanto seu corpo aumentava de tamanho e rasgava as roupas. Uma calda surgiu, presas cresceram e um uivo se ouviu.
Parecia um Lobo com postura humana e enormes garras. Rosnava para Carjo que recuava devagar com os pés. Até que ataca Carjo repetidamente sobre o ar, ele defende com a espada.
Pula sobre Carjo como um predador  pula sobre sua presa, o derrubando no chão, a criatura fica frente a frente com Carjo o defendendo com sua espada na horizontal. Kai se levanta e pega a velha bainha de seu pai e saca sua espada. Sua espada estava quebrada pela metade o que decepciona Kai. Mas mesmo assim ele pula sobre a criatura para tentar Cravar sua espada nele.
O monstro joga Kai com o punho novamente longe e escuta :- Fuja Filho! Não vou aguentar muito tempo mais! Você precisa viver!!
Kai se levanta e gritando corre em direção à fera. Quando da por si observa  Lobo ao seu lado e ambos pulam juntos sobre o monstro . Que se confunde com a defesa e todos rolam no chão juntos. Ferido nas costas e com um Lobo preso em sua perna se debate sobre a areia. Enquanto isso Kai grita:- Sobre o corpo Carjo!!!
Carjo engatinha até o corpo em chamas e consegue ver um pequeno brilho azul-esverdeado . Sem titubear põe seu braço dentro das chamas e agarra a origem do brilho a retirando de lá. Urrando de dor Carjo rola na areia, olha em suas mãos e vê um pequeno fragmento verde-água brilhante em sua mão. Era o que havia sobrado da espada elemental.
A fera ferida vê o brilho a lança longe o lobo e Kai com seus punhos fechados. Corre até Carjo como um Cão e salta sobre ele:-*Me Devolva a espada!!!*
-Ela nunca foi sua! -Responde Carjo , a fera furiosa então segura ambos seus braços e o fragmento luminoso rola no chão com suas garras ele fere Carjo que rola na areia, mas que sua armadura repele parte das garras.
Lobo pula no pescoço do monstro e o perfura o monstro fica furioso e tenta arrancar lobo, nisso Kai pega o fragmento e empunha sua espada para cravar no monstro novamente , mas a fera fere lobo arranhando com suas garras e parte em direção à Kai. Carjo segura um de seus braços no movimento e Grita:- Agora Kai!!
E Kai perfura o peito da fera que furiosa Crava suas garras nas brechas da armadura de Carjo e com o outro punho arranha e arremessa longe Kai.
Kai começa sangrar naquelas areias brancas iluminadas pelas chamas que lentamente iam se diminuindo. O fragmento caira a alguns centímetros de si. Enquanto tentava recobrar os sentidos. Atordoado Kai olhava aquele brilho bem fundo em seu ser. Quando deu por si A enorme fera estava quase sobre ele ensanguentada e pronta para devorá-lo. Num reflexo momentâneo do tempo, pegou o fragmento de  Yilniir e virou-se na areia. Neste momento o fragmento gelou o ambiente ao seu redor por alguns segundos fazendo até os ossos de Kai sentir congelar. Uma lâmina em outro formato surgiu do fragmento se reconstruindo como um novo cristal em forma de espada de gelo atingindo novamente o lobisomem e trespassando seu coração.

A fera cai ensanguentada e mortalmente ferida, lentamente foi voltando a sua forma original. A areia tingida de vermelho sangue e vários ferimentos nos sobreviventes eram o eco da luta pela vida. Um jovem garoto lutador da liberdade havia crescido o bastante para defender aqueles que ama. Lentamente foi até Carjo, deitado no chão. Extremamente ferido. Aproximou-se até ele que lhe disse: -Yilniir... te escolheu Kai. Dentre todas as pessoas ela escolheu você... e permitiu que vencesse. Talvez seja sua missão... somente sua... você deve levar essa espada de Volta a seu reino. Ela não parece uma espada elemental comum... elas são assim, escolhem quem as vai usar. Por sorte... você era um dos candidatos.-- tossia sangue-- Você tornou-se perigoso para Cauda de Baleia.... precisa partir o quanto antes. Não sabemos quantos deles estão por aí... ---Tosse-- não se preocupe comigo. À partir de hoje você tem uma missão Kai, assim como seu pai e eu tínhamos a missão de assegurar a segurança dessa cidade 20 anos atrás. Você leva o nome Grieffstrike... de onde viemos esse nome representava enorme força e honra entre os cavaleiros.... honre... seu pai Kai... honre ...... sua mãe......... honre ............... seu amigo.... Carjo. Preciso dormir agora. E você precisa ir. Vou tentar não morrer.-- Apertou forte o punho de Kai --A vida de muitas pessoas está em suas mãos agora.... ---desfaleceu---._
Kai com Lágrimas em seus olhos pôs o punho de seu amigo sobre seu peito e foi até Lobo que estava vivo mas ferido. Repentinamente a espada se desfaz em luz e foi reduzida novamente a um fragmento o qual Kai guardou no seu bolso.  Vestiu as armaduras que havia deixado para trás, e cobriu-se com a capa preta, mesmo ferido. Sabia que havia outro pequeno vilarejo seguindo o caminho da praia. Mas naquele momento Kai só sabia que teria de partir. Agora Kai era um soldado. E de alguma forma sabia que era um caminho que sempre sonhava. Mas que jamais imaginou que a hora chegaria como num pesadelo. Lobo foi com ele, e juntos desapareceram meio a noite.

Deixando sobre a areia. "MEU NOME É KAI GRIEFFSTRIKE. E EU A TENHO. VENHA PEGAR SE FOR CAPAZ".

Fim da parte 01

sexta-feira, 10 de abril de 2015

O inicio: Surgem os Olhos Eternos.

Surgem os Olhos Eternos


       " Me distrai com todas estas luzes. Não me preocupei em lembrar onde e quando fui o que estou sendo. Me perdi no eco do vazio estando cheio de muitos detalhes em poucas coisas. Pouco se tornou muito, areia tornou-se deserto. Excesso tornou-se labirinto. Então me esforcei para me esforçar. Este esforço me mostrou o que eu delicadamente não queria ver e ansiava em assistir. Um olho obtive para ser apto a assistir. Então eu assisti. Assisti muito... muito eu assisti. Por muito tempo eu vi e revi, assisti e acompanhei. E me perdi no eco do segundo. O tempo parou sobre a eternidade freando a linha fina de algo que ia até algum lugar chamado: passado do futuro. Então eu assisti mais. Viciei-me em assistir. Vi toda infinidade de coisas sobre o firmamento de matéria composta de átomos. Até que vi criaturas vivas, e vi criaturas pensantes, haviam homens entre eles. Eu os assisti. E vi. Vi nascerem e morrerem. Amarem e odiarem. Criarem e matarem. E eu me viciei em assisti-los. Homens não eram lineares com seus instintos, pelo contrário, homens eram inconstantes com o que faziam. De certo modo não fazia sentido. E durante um período chamado 'eras' pelos homens eu os assisti. Via tudo acontecer sobre eles e eu me esforcei um pouco. Comecei a acompanhar alguns preferidos, que me decepcionavam com o tempo que me dedicava a eles assistindo-os. Nestes breves períodos pude me ver. Já não sabia onde estava a tanto tempo que já não fazia diferença. Eternidade do infinito era sua qualidade e defeito no vazio. Passei muito tempo e pouco tempo os assistindo que acho que fiquei parecido com eles... amei. E senti ódio. Senti empatia por cuidá-los e também quis destruí-los. Me esforcei novamente... vi prediletos nascerem novamente... e o inesperado aconteceu. No quarto ano do infinito.
 Meu olho caiu próximo ao meu predileto quando me esforcei demais em vê-lo, e infelizmente ele mal sabia o que era. A eternidade minha no mundo humano teve cor de prata e luz, e brilhava como diamante.
Meu olhar era estático e não podia ser observado por aqueles seres como realmente era. Um dia caiu e o diamante quebrou-se em pedaços. Isso o deixou poderoso com dinheiro. Triste fiquei. O primeiro elo que fiz quebrou-se. Esforcei-me novamente aleatoriamente mas sonhava em como meu olhar poderia chegar até aquele humano. E meu olhar caiu novamente no mundo humano. Espantei-me e amei novamente. A esfera que era meu olhar quando tocada pelo humano o fazia dormir em sono profundo onde nós podíamos conversar num lugar dentro de sua mente. Me tornei muitas formas. Me tornei muitos seres. Tive muitas vozes.
Sentimos todos os tipos de sentimentos. Até que ele morreu. Senti fúria e não pude me esforçar. Acalmei-me e me esforcei. E esforcei-me e esforcei-me. Estava eu coberto de olhos sobre o meu corpo. Não era mais esforço. Assisti novamente. Quis amá-los como amei os que haviam morrido. Quis que minha solidão fosse compreendida. Senti muito mais do que poderia sentir. Enlouqueci por algumas eras daquelas raças do mundo.
E decidi criar um olhar... que pra ele eram esferas de 'poder' que os permiti-se não morrer. Assim como o anterior. A esfera que era meu olhar quando tocada pelo humano o fazia dormir em sono profundo onde nós podíamos conversar num lugar dentro de sua mente. Me tornei muitas formas. Me tornei muitos seres. Tive muitas vozes. Sentimos todos os tipos de sentimentos.
Mas... com o tempo humano... foi passando... e fui tornando-me uma opção de amizade. O amor pela eternidade de carne e alma o mudou com o tempo. Até que o roubaram a esfera... e fiz outro amigo enquanto ele morria. Senti-me diferente. Aprendi coisas diferentes. Entendi o que aquele ser queria, desejava, almejava. Lhe conferi seus desejos. Dividi a esfera da eternidade em 3 partes distintas. Unidas juntos ao seu corpo lhe concediam a eternidade.
Mas cada uma lhe conferia um 'poder' diferente. Coisas das quais nunca significaram nada para mim. Uma delas era a esfera da vida, o que segurava a alma presa para sempre dentro da carne por mais que aparecesse. A outra era a esfera do sopro de poder que existe na terra, jamais controlado, eles a tentavam entender a chamando de 'magia'. E a última era a esfera do tempo, que conferia controle do tempo naquele mundo. E foi poderoso. E já não mais conversávamos. Por muito tempo eu o assisti . Ele amou e matou. Escravizou mais que libertou. Destruiu mais que criou. Roubou mais que deu. Até que o roubaram. Separadas as esferas... cada uma possuía sua habilidade em estágios de 'poder' diferentes... nunca considerei isso poder. Então vi homens escravizarem, matarem, destruírem e roubarem mais que o oposto. E eu assisti. E já não falei mais com eles. Os amei. Os odiei. Já não mais pedi ou me esforcei. Até que um outro dormiu... e quis ter comigo em sonhos. E pediu mais poder.
Seu forte desejo me persuadiu. A esfera negra de poder surgiu conforme seu desejo. A cada alma que ela sugava para si, um soldado das trevas ela formava no ser escravizado pela esfera. Uma legião de 6.000 soldados negros surgiu. E ele governou sobre o reino dos homens e outras raças menores. Então eu assisti guerras. Combates e disputas ao longo do tempo, e eu aprendi suas estratégias. Aprendi o quanto se pode ser cruel ao clamar por poder. E notei que o poder ofuscava o que eles tinham de mais belo, o qual eu havia aprendido a assistir e a sentir. Perdi o gosto de me esforçar para ter contato com eles. Então percebi que o que eu tinha, eles consideravam 'poder' e que aqueles que tinham tido contato com meus olhos sofreram as consequências de terem almejado suas habilidades, ou sequer entrado no seu caminho. Vi novos homens diferentes. Vi que haviam atitudes e sentimentos que criavam mais do que destruíam. Me esforcei para tocar meus olhos que estavam presos no mundo humano, pois aprendi a amar estes humanos que me faziam admirá-los.
E os entreguei cada um dos meus olhos, inclusive o olho eterno negro. Para meu espanto... estes homens que não matavam, não roubavam, não destruíam e não odiavam no primeiro instante negaram o meu poder e os atiraram fora. Entreguei novamente a outros 'bons' homens, e alguns deles foram se entregando as habilidades destes meus olhos aos poucos até que iam se corrompendo por eles. Entendi que eu ao longo de muito tempo, acabei sendo a ruína de muitas existências e então conheci a plena, tristeza, solidão e saudade. Então eu continuei assistindo. Vi meus olhos serem perdidos com o tempo, entre a terra e o firmamento daquele mundo. Vi criaturas negras e criaturas de luz buscar estes itens. Nada mais fiz. Tive esperança de que pessoas justas as encontrassem e as destruíssem como destruíram o meu olhar negro que criara exércitos. A lenda dos três primeiros olhos foi descoberta. Uma nova busca pelos olhos eternos começou. Muitos almejavam a imortalidade. Chorei. Por aqueles que morreram, por aqueles que sofreram e por aqueles que encontrariam a ruína. Mas descobri que não conseguia me destruir no mundo destas criaturas.
Então eu assisti. Vi bravos guerreiros surgirem com diversos objetivos. Destruir os olhos eternos, ou obtê-los para fins nobres. Alegrei-me quando seus poderes corrigiram erros humanos. Até que um dia um ser rodeado de trevas me encontrou sonhando. E me persuadiu a me garantir as almas que a esfera negra criava se eu pudesse cria-la novamente. Ele sonhou e desejou, e minha mente trafegou até seu desejo a criando novamente acidentalmente. Conheci muitos seres diferentes, aprendi, conheci, somei sua sabedoria à minha. Então decidi criar um dispositivo para que o filho da aliança entre raças pudesse achar os olhos eternos as fazendo indicar uma às outras para que ele as destruísse. Decidi abandonar minha solidão e abraçar e amar estes seres pelo que eles podiam fazer de bom e não de ruim. O hibrido sofreu. Eu assisti. E após inúmeras batalhas ele destruiu dois olhos etenos e a esfera negra. Uma permitiu que um príncipe humano continuasse a viver. E seu desejo e força de vontade fizeram o dispositivo dos olhos eternos o guiar até meus sonhos e não até os dele.
Temi perder meu elo com aquele mundo para sempre. E o persuadi pela primeira vez a criar mais um olho eterno conforme sua força de vontade. E ele determinado a extinguir este legado de destruição... criou o olho eterno da purificação. Eu assisti ele retornar. E tentar purificar o mal que coisas de outro tempo, espaço e poder fizeram. Me alegrei. Eu temi. Eu amei. E continuei assistindo. E nada mais fiz pois finalmente havia reparado o que os tinha feito. Essa pequena eternidade cansou meus ânimos pela primeira vez. Decidi adormecer e desta vez parar de ver o sonho dos outros para poder encontrá-los. Sonhei. E desejei ser um simples... homem. Esperei."

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Reativação

Após meses sem postar nada aqui, decidi aos poucos falar um pouco sobre tudo.
Sim sobre tudo, a vida é uma constante fluência. Tudo flui nada é estacionário, é uma das mais antigas leis da química orgânica .

Espero não desapontar.


Hall Jordan O lanterna verde

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Vagabond! Mangá

Muito tempo sem postar nada aqui no site, sinto abandonando um pouco, más,  para se dizer que eu não estou  sem postar nada decidi postar algumas das imagens mais maneiras que eu encontrei de um mangá chamado Vagabond, que eu estou lendo.

Vagabound Conta a história de um jovem chamado Takezo sobrevivente de uma batalha medieval japonesa, junto a seu amigo Matathachi. Daí por diante eles enfrentam diversas situações difíceis pelo caminho de volta a sua vila de origem, porém em um destes caminhos eles se dividem, e Takezo segue caminho sozinho, e decide seguir 'o caminho da espada', ainda estou no processo de leitura então não posso dar muitos outros detalhes sem antes ler.

Mas conta-se os dilemas de Takezo criado cruelmente pelo seu pai, o que o faz crescer como uma besta selvagem que carrega consigo somente uma espada de madeira, com muita sede de sangue onde ainda sim, transparece um senso de pureza dentro de si. Concerteza o mangá mantem um clima muito interessante de combate armado, e revive temas como valorização da vida, orgulho e honra.

Vale muito a pena ler, em breve falo algo mais a respeito.

até mais.





 





quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Hoje eu senti falta de você... bem cedo
de seu cheiro inundando o recinto,
seu sorriso abraçando os ares ao meu redor...
de sua carinha de sono abraçando o travesseiro,
de sua voz entusiasmante como o cheiro de café que me pega de surpresa,

Hoje de manha, eu acordei e a primeira coisa que eu pensei ao acordar foi em o quanto eu amo você.
E o quanto eu gostaria de dizer isso a você hoje. E sempre...
E eu vi o seu olhar olhando para mim, como num sonho lindo enquanto eu acordava e desejava um beijo seu.

Hoje eu vi, novamente o que eu já sábia
Meu amor por você era imbatível.
Eu amo você meu amor Day Alves
Sim, "do tamanho do universo" rsrs




sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Gifs de Meu amor e eu. xD

Eu e Day estávamos vendo a sequencia de nossas fotos esses dias e vimos que tirávamos muitas fotos parecidas , haha, esse foi o resultado.
Eu e meu amor xD

Te amo mor