Porém, nos minutos que me restam no final ou no inicio do dia, eu escrevo.
Detalhes sobre o escrito só podem ser compreendidos ao ler.
(Epílogo)"Há alguns meses atrás, eu conheci uma certa menina. Que à primeira vista havia encantado meu olhar. Simples assim. E complicado assim. De certo modo ela havia algo de familiar para mim, algo que se passou despercebido diante de meus olhos, e então, as horas se tornaram dias, e os dias semanas. Um olhar se tornou, ternura, essa ternura um sorriso, esse sorriso um beijo. Desse beijo um romance, desse romance uma paixão. A paixão gerou um amor. Mas não um amor qualquer. Gerou O AMOR. Simples assim. E complicado. Pois as peças simplesmente se encaixaram dentro de Nós. Tomou forma. Tomou tamanho e proporção de um sol no seu esplendor do universo, avassalador como seu poder sobre as trevas. São meramente simples estas singelas palavras, mas como prometido para o eu interior que sigo imensamente no meu coração, estas são memórias. São palavras em forma imperfeitas, são espírito e corpo mal definidos. Pois o que sentimos no espírito não pode ser transcrito por singelas palavras. Mas eu juro por Deus. Que eu vou tentar. As peças se encaixaram com facilidade. Não havia rejeição. Não havia discordância. Havia encontrado aquilo que um homem romântico e apaixonado sempre acreditou existir. Um amor verdadeiro e a primeira vista. Mas como futuramente contarei dentro dessas memórias, aquela noite não foi a primeira vez que a vi. E seu olhar não havia encontrado o meu pela primeira vez naquele lugar... Pelo menos não nesse mundo. No tempo certo todos entenderam, e eu explicarei...."
Entre o mar, o píer e a lua
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